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Saiba identificar e prevenir a febre amarela


A Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA) informa que não há transmissão de febre amarela no município de São Paulo.

Todos os casos relatados no Brasil são de febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, só encontrados em lugares de mata. Desde 1942, não há registro de transmissão de febre amarela urbana no Brasil.

Desde dezembro de 2016, está ocorrendo um surto de febre amarela silvestre no Brasil, sendo os estados mais atingidos Minas Gerais e Espírito Santo.

A febre amarela apresenta dois ciclos de transmissão distintos: a febre amarela urbana e a febre amarela silvestre. 


Diferença entre febre amarela silvestre e urbana


A febre amarela silvestre (FAS), que ocorre em primatas não humanos (macacos) e os principais vetores transmissores são mosquitos silvestres (dos gêneros Haemagogus e Sabethes). O ser humano é contaminado acidentalmente, quando vai para áreas rurais ou silvestres que tem a circulação da febre amarela.

O ciclo da Febre Amarela Urbana (FAU) envolve o Homem e é transmitido principalmente pelo Aedes aegypti.

No Município de São Paulo foram confirmadas mortes de macacos positivos para febre amarela na Zona Norte. A Secretaria Municipal da Saúde/COVISA, em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde, vem realizando ações de intensificação da vacinação nessa região do município. Nas regiões Sul e Oeste, as medidas adotadas são preventivas. 



Sintomas


Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.



Diagnóstico


Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.


Tratamento


O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.


Prevenção


O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta vacina contra febre amarela para a população. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Toda pessoa que reside em áreas com recomendação da vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas deve se imunizar.

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.


Sobre a dose fracionada


Entre fevereiro e março deste ano, municípios do Rio de Janeiro e da Bahia vão realizar campanhas de vacinação contra a febre amarela com doses fracionadas. Já o governo de São Paulo antecipou recentemente a campanha para o dia 29 de janeiro. A decisão, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi adotada mediante recomendação e autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O fracionamento nada mais é do que a aplicação de uma dose menor do que a prescrita tradicionalmente. Dessa forma, um frasco com cinco doses da vacina padrão pode imunizar até 25 brasileiros com esse método.

De acordo com o ministério, é uma medida preventiva e emergencial adotada em razão do surto da doença no país e que será implementada em áreas selecionadas. “A dose fracionada, até o presente momento, tem mostrado exatamente a mesma capacidade de imunização que a integral”, disse o Ricardo Barros. De acordo com ele, não há falta de vacinas.

A dose padrão da vacina contra a febre amarela protege uma pessoa por toda a vida, enquanto a fracionada dura por pelo menos oito anos. Estudos em andamento estão avaliando os efeitos em longo prazo da dose fracionada. Ou seja, é possível que ela nos resguarde por até mais do que oito anos.


Quem deve tomar a vacina contra a febre amarela


Ao todo, 19,7 milhões de pessoas devem ser imunizadas nos três estados, sendo 15 milhões com doses fracionadas e 4,7 milhões com a concentração padrão. Serão priorizadas para as doses completas as crianças de 9 meses a 2 anos de idade, pessoas com condições clínicas especiais como aids, doenças hematológicas ou após término de quimioterapia, gestantes (com anuência do doutor) em zonas de risco e viajantes internacionais, mediante apresentação do comprovante de viagem.


Áreas de risco


Locais que têm matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente, são consideradas como áreas de risco. No Brasil, no entanto, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade que residem ou se deslocam para os municípios que compõem a área com recomendação de vacina.


Fonte:

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